Sábado, Outubro 24, 2009

UMA BRASILEIRA




A roupa da mulher diz muito para o homem. A comportada, a “putona”, a “piriguete”, a “estilosa”, a roqueira, a patricinha e etc, são todas explicitadas pelas roupas delas e pelos olhos dos homens, que claro, nunca perdoam.

Inicialmente cabe esclarecer que o homem é um ser maldoso, mau caráter, incrédulo e metido a sabichão. Não espere que o homem vá olhar pra mulher e ver nela alguém com quem casar. JAMAIS! O homem, no primeiro olhar, sempre tentará buscar uma conotação sexual e elevá-la à décima oitava potência, como se ele tivesse visto num detalhe algo que é dominante. Homem não presta, não se esqueçam, mulheres. Eu sou diferente, pois sou a exceção á regra e sou o melhor homem do mundo.

A imagem pode não ser tudo, mas diz o bastante para nós, homens, concluirmos uma vida inteira sobre a pessoa. Eu afirmo, sem pudor, que ver uma mulher passar na rua é o suficiente para me mostrar tudo o que ela passou na vida, como ela vive e como ela viverá. Eu sou muito bom nisso.

Ontem mesmo passou por mim uma típica roqueira brasileira. Algo como a Pitty. Muitos ortodoxos dirão que Rita Lee é a verdadeira roqueira brasileira, outros mais poéticos vão tentar me convencer que a Elis Regina tinha uma atitude roque, alguns citarão Wanderléia, Carmem Miranda, Cazuza (tava mais pra lá do que pra cá), mas a verdade é que a Pitty é a roqueira brasileira.

Pitty surpreende, ela parecia ser uma merda, porém, aquela música dela que diz “Que você me adora / Que me acha foda” é de extrema qualidade sobre a qual futuramente posso discorrer. A roqueira brasileira, ao primeiro ver é uma mocréia e uma cabeça-oca, mas, num segundo olhar, pode se achar muita beleza e alguém ávida a crescer e aprender. A roqueira brasileira surpreende.

A que passou por mim ontem não era menos.

Toda roqueira pinta o cabelo, de longe, aquela cabeça vermelha, quase um laranja dedurava que aquela mocréia estava indo pegar o ônibus pra ir pro Garage (casa muito trash de shows de punk e metal) ou que voltava da casa do namorado deu preferência por ficar tocando guitarra e cantando bem desafinado.

Chegando mais perto dava pra ver o clichê das parte de metal da roupa, como se fosse uma punk de boutique ou vendedora de loja de roupas alternativas. Nada mais idiota que usar aquelas pulseiras que não espetam, anéis com caveiras, colares demoníacos e a camisa do Linkin Park. E lá vinha ela em minha direção, mais uma roqueirinha que acha que Beatles é música pop, pois não tem peso.

Mais próxima de mim eu já reparei que ela era branca demais. Outro clichê do roqueiro brasileiro, ode ao sol como se esse fosse lhe arrancar a alma rock ‘n roll que o CPM 22 lhe deu.

Usava bota preta quase até o joelho, de aspecto futurista e cheio de gueri-gueris, com uma sola pra dar alguns centímetros a mais naquela pequena.

O problema foi quando ela ficou uns 20 metros de mim (sim, eu estava sem óculos). É nesse momento que eu digo: a roqueira brasileira surpreende. Sim, ela tinha o cabelo vermelho alaranjado, ou seja lá qual for a cor daquilo. Sim, ela tinha a pele branca, mas como um suspiro bem doce. Sim, ela tinha todos os utensílios desnecessários de metal que o Supla usaria. Sim, ela usava bota. Porém, existia muito mais.

Como uma boa brasileira, aquela rapariga tinha quadris, natureza de um povo que dança, DNA brasileiro. Ela tinha coxas grossas, e como eram grossas naquela minissaia preta. Ela tinha cara de brasileira, dedurando que em algum momento um antepassado dela cruzou com alguém que tenha nascido na Mama África. Peitinhos pequenos, mas notáveis.

Ela é uma Pitty escarrada. Uma brasileira roqueira e não o oposto.

Ontem também passou por mim uma típica jovem que nitidamente é da família das cariocas, fazendo parte da Zona Sul, mas não do subgrupo de Ipanema, Leblon ou Barra da Tijuca (essas mulheres não valem a marra que possuem). Essa carioca que passou por mim era mais no estilo Botafogo-Laranjeiras-Santa Teresa.

Pele queimada de sol, apesar de uma semana não muito animadora. Camisa branca solta deixando aparecer um fio preto do sutiã e um ombro. Calça jeans apertada mostrando o contorno do celular, do isqueiro e do que parecia ser só a identidade com algumas notas. Chinelo de dedo branco daquela famosa marca. Cabelo comprido preto e amarrado num coque por conta do calor. Um colar que dava voltas no pescoço - podia se dizer que tem as cores de seu orixá. Um cigarro e um maço de cigarro filtro branco na mão esquerda, um copo de vidro pela metade com cerveja na mão direita e algumas amigas, elas deviam ir dali para alguma noitada de música brasileira. Ela faz o melhor estilo carioca zona sul. Ela passa distante das patricinhas do eixo do mal que é Barra-Leblon-Ipanema e demonstra mais alegria. Uma Clara Nunes em ascensão, com muito mais beleza. O corpo podia ser montado na academia, mas não era exagerado e dava a impressão de ser natural.

Essa morena brasileira vale mais que qualquer loira pintada rica e “putona”. É a originalidade de ser si mesma sem medo de ser igual a outra. O que é muito diferente do que querer ser alguém igual a tantas outras.

A carioca Zona Sul que passa longe do eixo do mal é a melhor. Não tem vergonha de beijar na boca, luta pelo que quer, ama sem medo. Aquela Ipanema de Vinícius de Moraes morreu há anos. A alma da “Garota de Ipanema” mora em um conjugado perto do metrô e samba pra espantar os males da vida.

Infelizmente, os bares do final da Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo, só atraem esse tipo de mulher, limitando esse meu estudo sociológico. Apesar de maravilhosas e encantadoras, são poucas que ainda não foram contaminadas pela moda do eixo do mal.

Estou pensando em fazer um incursão em Ipanema para falar mal daquelas que foram homenageadas injustamente pela música do Poetinha.


OBS: Eu comecei falando uma coisa e terminei em outra. Depois me explico.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Uma Luz no Fim do Túnel

Desde o colégio eu tenho um sonho de transar com uma colega de sala minha que sempre foi mais saidinha que a média mundial. Ela sempre me passou uma sensação de segurança na cama que pouco encontrei por aí, nas poucas coxas em que me deitei. Sempre exalando sexualidade, ela é uma espécie de movimento hippie, uma revolução sexual, em tempos de tanto medo, de tanto melindre e supervalorização de mixaria, criado em torno desse ato tão prazeroso.

Poderia passar meus dias de adolescente sonhando com as meninas que imitavam as personagens de “Malhação”. Pensando bem, jamais poderia, tinha que ser com ela mesmo, faz mais o meu tipo.

A coisa subversiva, o fora de controle, o veludo do submundo, a escuridão do ilegal, os cantos dos lugares temidos sempre me soaram mais convidativos que as boates da moda ou os fundos perfeitos de fotos para revistas de fofocas de celebridades.

Incontáveis noites em que fui dormir pensando naquela colega de sala de aula que tanto me inspirava imaginação e me fazia dormir sempre meia hora mais tarde. Eu tinha sonhos para cada calça jeans dela e pra cada saia, aquela colega de sala tirava de mim mais do que ela realmente imagina.

Muito da minha mente pervertida e pouco conservadora se deve as horas de conversa que tive pelo telefone, Internet, recreio, sala de aula, bilhetes ou saída da escola. Óbvio que devo somar o fato de adorar Nelson Rodrigues, Bucowski e Cine Prive, mas foi essa mulher que mais leu tudo o que escrevi, poesias textos e contos eróticos. Seus olhos sempre estiveram atentos às minhas palavras. Isso me atiça.

Minha criação foi muito mais dependente dela do que o oposto. Sempre a vi independente de mim, como se fosse mera testemunha dos acontecimentos da vida dela. Porém, sempre tive desejo de ser pelo menos um coadjuvante na vida dela.

Por uma vez na minha vida eu senti que ela me deu a esperança de ser alguém na vida dela, mas isso faz tempo e, desde então, sempre almejei uma nova chance, mas ela se distanciou em nome do homem de sorte que ela criou.

Lembro bem daquela vez em que ela me arrancou um beijo como se eu não tivesse escolha, sem saber que aquilo era o que eu queria e pelo que vinha lutando silenciosamente devido ao meu medo e insegurança. Lembro que procurava aquilo há tempo e quando realizei, só pude aproveitar por alguns minutos, o que sempre me deixou com a sensação de que tiraram o doce da minha boca.

Isso faz anos e eu era moleque, hoje seria diferente. Porém, me falta oportunidade para demonstrar que a segunda chance seria um abrir de portas para diversas repetições e reencontros.

O que quero dizer é que se fosse possível, eu a faria mulher de verdade e seria aquele com quem finalmente estaria satisfeita. Eu a impossibilitaria de sair e buscar outros casos e descasos pra satisfazer uma pessoa tão cheia de desejo e tão impulsiva.

Mesmo que eu narre só um beijo com empolgação, não foi uma única vez que nos beijamos. Outras vezes nos encontramos e nos beijamos, mas sempre cada vez mais longe de uma situação de amante e mais próxima de casos, acasos, descasos e amigos.

O que corre nessa veia minha é sangue e uma tendência em ser um amante, alguém que dedica corpo e alma até secar a fonte. Era o que eu tanto desejava ter dela, uma relação que queime pele e ossos pra renascer das cinzas como ser mitológico ou um personagem dos “Cavaleiros dos Zodíacos”.

Eu contei da minha experiência com ela e dos meus intentos quando encontrá-la numa esquina qualquer da vida. Porém, já declarados os meus fins, vou dissertar sobre os fundamentos, ou seja, me aprofundar na pessoa dela.

Antes de tudo e mais importantes, ela me fez escrever de vez, quem fincou a estaca para eu poder afirmar que escrever é um hobby, um tesão, um passatempo, um tratamento psicológico, um treinamento, um desabafo, uma mentira, um exercício de minha criatividade, uma paixão e um amor.

Sei que minha vizinha e primeira paixão realizada foi quem me iniciou, mas foi essa colega de sala quem me fez assumir esse dom - se é que pode ser chamado assim. Foi nela que perdi o medo de mostrar aquilo o que eu fazia e colocar amostra para um público desconhecido.

Além disso, a personalidade dela despreocupada com conseqüências, sua impulsividade e seu tesão acima da média, servem de temperos para todos os personagens que crio. É uma inspiração e sei que posso tirar mais dela pra dar um sabor maior na minha vida e na minha escrita.

Lembro que ela era feliz ao meu lado e dos amigos, fechada para os desconhecidos e triste sozinha, isso sempre me intrigou. Assim que ficamos um tempo sem nos falar, passava na minha cabeça como ela estava, então recorria aos sítios de relacionamento para ver as fotos dela feliz curtindo a vida, como fazia nas histórias que me contava durante as salas de aula.

Apesar de ficar feliz sabendo que ela estava vivendo uma época boa da sua vida, sempre me incomodei um pouco, pois sempre quis me colocar em algumas fotos no lugar do namorado dela. Inveja, isso sim! Eu quem tinha falhado.

Não esqueço as diversas fases pelas quais ela passou. Cada uma ganhou um visual bem diferente. Quem tira fotos dela sabe que ela se expressa tanto pela imagem que só pelas fotos é capaz de descobrir como o espírito dela se encontrava em cada momento.

Outra coisa importante mencionar é que ela me ensinou muita coisa sobre música. Algumas das bandas que ouço até hoje foi ela quem me apresentou, ou me obrigou a prestar atenção.

As noites na COBAL de Botafogo. Um caderno de conversas em sala de aula que tenho até hoje. Trabalhos em grupo. Ficar sentado ao lado dela no fundo da sala. Ser um os primeiros amigos dela no colégio. As diversas formas do cabelo dela. Loló. Cerveja. Tequila. Viagra. Marguerita. Fundição Progresso. Kachanga. Embaixo da mesa. Cobertura do meu prédio. Conversas e mais conversas. Pés. São algumas lembranças que tenho.

Espero, mesmo que sentado, que ela me encontre na internet e um dia me mande um e-mail (
paztorarmandinho@hotmail.com – vai que ela me acha mesmo), pois sempre fui admirador dos textos dela. Eu acredito numa luz no fim do túnel, e espero a sorte dela me responder o post com um e-mail, dizendo tudo aquilo que ela nunca me disse ou que gostaria de repetir ou relembrar.

Quem sabe ela não deseja ler tudo aquilo o que eu não coloquei nesse texto para não ficar íntimo demais? Quem sabe ela não tem algo já escrito pra mim e me envia? Quem sabe ela estava esperando esse post para me achar? Quem sabe o que é ter e perder alguém?

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Falam das Pingas que Tomo, Mas Não dos Tombos que Levo

As pessoas costumam esquecer o que fazem no passado e falam hoje em dia como se nada tivesse acontecido. “Te chamam de ladrão, de bicha e de maconheiro” e se demonstrarmos que não esquecemos aquela porrada que levamos, nos intitulam como rancorosos, vingativos, escorpianos, alegam que inventamos ou que interpretamos mal, e numas raras situações dizem que foi sem querer ou da boca pra fora.

Já me chamaram de viado, drogado, burro, sem futuro, já ouvi gente dizendo que não tenho futuro e que o mercado de trabalho pra mim não existe e etc. Mas isso é muito tranqüilo, o que mais me incomoda mesmo é quando a pessoa realmente caga e anda pra mim e de repente me cobra um comportamento como se eu tivesse que ser o melhor amigo dessa pessoa.

Nos últimos anos eu me afastei de muita gente, colégio, faculdade, do prédio e da vida mesmo e sei bem quem são essas pessoas. Não fui à festas de aniversários, à despedidas, à anunciações de casamento, aos encontros e reencontros, pagodes, jogos e diversas outras programações. Na maioria das vezes eu tive alguma razão que por mais que seja boba, eu achava suficiente no momento, em algumas eu não fui porquê não queria mesmo. As que realmente não quis ir fiz por uma questão de posicionamento meu.

As pessoas se incomodam com isso o que eu faço. Eu não explico para elas a razão das minhas faltas, e algumas vezes elas se demonstram insatisfeitas com as minhas ausências sempre sem justificativa. Eu, evitando maiores embates, invento doenças só para não ser chamado de rancoroso ou vingativo – é que não quero estresses maiores.

Nos últimos três anos eu fiz três festas de aniversário e conto nos dedos aqueles que estavam presentes em todas. Aliás, muito dessas pessoas que não foram às minhas comemorações exigem minha presença nas comemorações delas, em algumas das vezes eu vou mesmo, mas na maioria, não.

Como ficar incomodada com a minha ausência numa festa se a aniversariante nunca foi à uma minha e nem ao menos me dá os parabéns por mais um ano completo? Isso é algo que me deixa indignado! Pois exigem de mim um comportamento que faltam comigo. Eu não gosto de apanhar, mas faço questão de revidar.

O pior é que as pessoas acham que sou eu quem tomo a ação e, por conta disso, quando me encontram, já chegam cheias de acusações e adjetivos pejorativos. Isso incomoda muito.

Outro dia mesmo uma amiga minha trouxe para a minha piscina uma pessoa que eu já tinha avisado que não queria aqui. Essa companhia indesejada não só nos profanou com sua presença como foi altamente indelicada com meus convidados e muito queridos amigos que passavam o feriado aqui na minha casa. Óbvio que meus amigos reclamaram disso e se mostraram bastante ofendidos com o que a “oitava passageira” tinha dito sobre o Estado deles. Resolvi o problema pela raiz: cortei relações com quem até então considerava amiga.

Pode parecer radical, mas já não era a primeira vez que essa “amiga” aprontava comigo. Ela teve outros momentos que me incomodaram e considerei esse golpe baixo mais uma gota d’água, suficiente para afastá-la do meu grupo e da minha convivência. Eu simplesmente apaguei o telefone dela do meu celular e não me comunico mais. Opção.

Outra pessoa me disse uma vez que nunca achou que tínhamos sido amigos, o que foi um golpe no coração, e afirmou que me considerava um merda. Em nome das pessoas em torno de nós, sempre fingi que isso não tinha acontecido. Nunca foi aos meus aniversários, nunca me deu parabéns, passa por mim na rua e não me cumprimenta. Simples... abandonei. Se me chamar, avisa que não vou.

Amizades falsas é lugar comum para todos, mas eu, em nome de amizades verdadeiras sempre aturei, apanhei muito, me machuquei muito. Lembro de uma época em que eu andava com três amigas do colégio e quando o grupo cresceu, passei a ser o último a saber das programações do fim de semana. Tinha vezes em que o pessoal só lembrava de me ligar quando já estavam bêbados. Eu não esqueço as coisas.

Por conta de todas as sacanagens que as falsas amizades fazem, prefiro me afastar das verdadeiras. Essa coisa de venda casada, de ter que aturar uma pessoa falsa pra ficar com uma verdadeira não me vale. Pego tudo e coloco no mesmo saco. Meu círculo de amizades atual é bem menor do que o de anos atrás, mas a qualidade aumentou e fico mais tranqüilo sabendo que sempre contam comigo.


Domingo, Outubro 04, 2009

A VIDA SEXUAL FEMININA


by/ Armando Moya
Eu tenho uma teoria e quero dividi-la com vocês. Trata-se de uma teoria a respeito da vida sexual das mulheres, mais especificadamente sobre um mínimo de atividade que elas devem ter para evitar problemas nas vidas pessoais.

Quando falo em sexo eu coloco junto as preliminares sem penetração. Ás vezes fazer sacanagem vale mais que dar uma foda. Uma “pegação” boa pode salvar almas e aliviar espíritos endiabrados e sedentos.

Sempre tive muitas amigas mulheres e posso dizer que a falta de sexo é um elemento importante na vida delas, mas de um ponto de vista negativo e depreciativo. Não se assustem, pois a minha teoria traz a solução no seu contexto.

Sei que a Igreja e demais religiosos não entenderão e muito provavelmente condenarão minhas palavras, sei que os conservadores vão me julgar subversivo e que as mulheres frígidas dirão que não é tão fácil assim. No entanto, estou disposto a enfrentar o resto do mundo, pois nós, os tarados, somos maioria.

A mulher tem uma necessidade de sexo maior que o homem. Apesar de nós másculos seres machos não acharmos isso, na verdade elas possuem uma necessidade por sexo maior do que nós, o que é visível.

Primeiramente, o sexo pra mulher nunca será tão simples quanto é para um homem. É sabido que há uma dificuldade maior para a mulher obter o clímax do sexo, que muitas vezes elas obtêm o orgasmo com masturbações e não com homens. Logo, é muito mais complicado para uma mulher estar satisfeita do que o homem.

Além disso, para uma mulher fazer sexo muitos fatores positivos são necessários para a obtenção do prazer. Por diversas vezes o homem precisa de uma bebida alcoólica e faz aquela desconhecida “baranga” do bar sua salvação para a semana. Ele não tem tesão na “mocréia”, mas consegue chegar ao orgasmo sem muito esforço e se dá por satisfeito, o famoso “levanta as calças e vai embora”.

Para uma mulher o sexo tem que envolver uma atração visual, ou uma conversa boa, ou um tratamento mais majestoso e cavalheiresco, uma sensação de segurança, intimidade, carinho, e outros fatores que relaxem a mulher e a façam entrar no “mood” para a prática sexual.

Podemos concluir, então, que para uma mulher se “libertar” para o sexo e gozar, é muito mais complicado que pro homem.

Já aí podemos afirmar que é difícil a mulher ter uma vida sexual ativa, diante de tantos fatores e variantes que elas levam em conta. Muitos fatores que eu nem citei, mas possivelmente falarei no futuro aqui no Freeminds.

Posso então falar sobre a minha teoria de que toda mulher tem que fazer sexo pelo menos uma vez ao mês. Sim, “pelo menos uma vez ao mês”, você leu corretamente.

É claro que existem meses tristes, quando perdemos um parente ou pessoa próxima, ou meses em que temos preocupações demais e obrigações em excesso que desligam a mulher da vida sexual, “aqueles dias” também não ajudam muitas mulheres, e outros fatores que diminuem o tesão. Um mês nessa situação é aceitável e não causará muito efeito.

O grande problema da falta de sexo para a mulher começa no segundo mês sem sexo. É o início de uma bola de neve, de um processo de decadência que pode levar a mulher para uma condição triste onde a abstinência obriga medidas drásticas que não trazem felicidades.

Assim que a mulher completa dois meses sem sexo ela começa a se coçar. As primeiras medidas são com intento embelezador. Ela dá um jeito no cabelo, usa um pouco mais de maquiagem, compra uma roupa nova, sai mais pra paquera, passa mais tempo na pista de dança e etc. Essas medidas são para chamar atenção, ela sente que não está tendo luz própria suficiente e tenta voltar a brilhar. Ela está linda, mas não tão satisfeita com os resultados.

No terceiro mês, caso ainda não tenha feito sexo, ela mantém as medidas embelezadoras e já aceita diminuir um pouco o padrão do processo seletivo para levar o homem pra cama. Se for rolar uma “pegação” mais séria, ela já toparia que fosse no canto da boate ou encostada no entulho da obra mais próxima. O terceiro mês é quando a mulher facilita as coisas sem descer do salto, como se fizesse um homem bonitinho feliz só por bondade, ou alcançasse a liberdade sexual sem preconceitos.

Caso mantenha o período de seca, o quarto mês é o início das medidas mais drásticas. Esse é o momento em que a mulher começa a comer mais chocolate, aluga Titanic e comédias românticas, ouve músicas tristes e as canta no banho. Esse é o mês que vai para a rua atrás das paqueras e põe os dois pés na jaca bebendo todas e diminuindo por completo seu padrão de beleza no processo seletivo para levar um homem pra cama, além de se tornar alvo fácil dos homens feios que procuram as bêbadas para tentar alguma coisa. Esse é o mês onde as medidas embelezadoras são com o intuito de demonstrar o desespero, o abuso nos decotes, vestidos e saias curtas, calças que marcam o bumbum e as coxas e salto altos tentando dar um “upgrade” na parte que o brasileiro mais gosta.

Quinto mês sem sexo e o desespero bate a porta. Esse é o mês onde a mulher para de perguntar se está bonita e pergunta se está feia. As boates já não são tão atrativas e os bares viram os “points” para a paquera. Por conta dos chocolates e das bebedeiras, elas, um pouco acima do peso, passam a usar sempre as mesmas roupas, aquelas escuras e larginhas que não mostram os dois quilos que ganharam nos últimos meses.

Sexto mês sem sexo e aqui as mulheres estão em fase de queda. A barriguinha de cerveja, as roupas iguais em todas as fotos, os homens que viram amigos e tratam a mulher como um amigão. Os elogios à sua beleza surgem somente da mãe, da avó, dos pedreiros e dos caminhoneiros. A foto nos perfis dos sítios de relação ou são antigas, ou são só do rosto que estrategicamente é posicionado para evitar a “papinha”. Começa a fase na qual a mulher sempre faz a mesma pose para tirar fotos. A maquiagem fica forte para esconder a falta de praia por conta da insegurança com o corpo e a espinhas do chocolate. Nessa época ela usa roupas mais largas e sempre coloca uma bolsa em cima do colo achando que enganam os homens escondendo as barrigas salientes. A partir desse mês, por alguma razão especial, caso tenha que aparecer numa boate, as mulheres usam sempre roupas pretas. É o desespero que tomou a conta.

Quando o sétimo mês começa, somente os ex-namorados e os feios podem salvá-la da “morte sexual”, que é quando em algum ponto a mulher não vê o sexo com bons olhos e diz que as amigas sexualmente ativas são piranhas entre outras coisas.

O que quis concluir é que a mulher que não faz sexo tende a sofrer conseqüências com a insegurança. Quanto mais tarde ela faz sexo, mais difícil fica voltar a ter uma vida sexual ativa sem que ela tenha que apelar.

Para evitar essa situação desagradável a mulher deve sempre ter aquela F.C (foda certa) ou Buddy Fuck ou uma amizade colorida. A simples realização do sexo é suficiente para que a mulher mantenha a auto-estima no patamar que se encontra e evita medidas desesperadoras, deixando que o acaso sempre seja um presente e não uma surpresa desagradável.

Sexo tem funções que vão além do hedonismo e, quando ambas as partes são altruístas, pode ser melhor que um tratamento de anos no psicólogo. Sexo salva vidas e leva a mulher a se sentir a uma musa do Poetinha, enquanto a falta de sexo faz da mulher uma personagem de Chico Buarque.

OBS: Enquanto namorada, ela tem que manter a média de uma foda por mês. De preferência mais que isso.