
A roupa da mulher diz muito para o homem. A comportada, a “putona”, a “piriguete”, a “estilosa”, a roqueira, a patricinha e etc, são todas explicitadas pelas roupas delas e pelos olhos dos homens, que claro, nunca perdoam.
Inicialmente cabe esclarecer que o homem é um ser maldoso, mau caráter, incrédulo e metido a sabichão. Não espere que o homem vá olhar pra mulher e ver nela alguém com quem casar. JAMAIS! O homem, no primeiro olhar, sempre tentará buscar uma conotação sexual e elevá-la à décima oitava potência, como se ele tivesse visto num detalhe algo que é dominante. Homem não presta, não se esqueçam, mulheres. Eu sou diferente, pois sou a exceção á regra e sou o melhor homem do mundo.
A imagem pode não ser tudo, mas diz o bastante para nós, homens, concluirmos uma vida inteira sobre a pessoa. Eu afirmo, sem pudor, que ver uma mulher passar na rua é o suficiente para me mostrar tudo o que ela passou na vida, como ela vive e como ela viverá. Eu sou muito bom nisso.
Ontem mesmo passou por mim uma típica roqueira brasileira. Algo como a Pitty. Muitos ortodoxos dirão que Rita Lee é a verdadeira roqueira brasileira, outros mais poéticos vão tentar me convencer que a Elis Regina tinha uma atitude roque, alguns citarão Wanderléia, Carmem Miranda, Cazuza (tava mais pra lá do que pra cá), mas a verdade é que a Pitty é a roqueira brasileira.
Pitty surpreende, ela parecia ser uma merda, porém, aquela música dela que diz “Que você me adora / Que me acha foda” é de extrema qualidade sobre a qual futuramente posso discorrer. A roqueira brasileira, ao primeiro ver é uma mocréia e uma cabeça-oca, mas, num segundo olhar, pode se achar muita beleza e alguém ávida a crescer e aprender. A roqueira brasileira surpreende.
A que passou por mim ontem não era menos.
Toda roqueira pinta o cabelo, de longe, aquela cabeça vermelha, quase um laranja dedurava que aquela mocréia estava indo pegar o ônibus pra ir pro Garage (casa muito trash de shows de punk e metal) ou que voltava da casa do namorado deu preferência por ficar tocando guitarra e cantando bem desafinado.
Chegando mais perto dava pra ver o clichê das parte de metal da roupa, como se fosse uma punk de boutique ou vendedora de loja de roupas alternativas. Nada mais idiota que usar aquelas pulseiras que não espetam, anéis com caveiras, colares demoníacos e a camisa do Linkin Park. E lá vinha ela em minha direção, mais uma roqueirinha que acha que Beatles é música pop, pois não tem peso.
Mais próxima de mim eu já reparei que ela era branca demais. Outro clichê do roqueiro brasileiro, ode ao sol como se esse fosse lhe arrancar a alma rock ‘n roll que o CPM 22 lhe deu.
Usava bota preta quase até o joelho, de aspecto futurista e cheio de gueri-gueris, com uma sola pra dar alguns centímetros a mais naquela pequena.
O problema foi quando ela ficou uns 20 metros de mim (sim, eu estava sem óculos). É nesse momento que eu digo: a roqueira brasileira surpreende. Sim, ela tinha o cabelo vermelho alaranjado, ou seja lá qual for a cor daquilo. Sim, ela tinha a pele branca, mas como um suspiro bem doce. Sim, ela tinha todos os utensílios desnecessários de metal que o Supla usaria. Sim, ela usava bota. Porém, existia muito mais.
Como uma boa brasileira, aquela rapariga tinha quadris, natureza de um povo que dança, DNA brasileiro. Ela tinha coxas grossas, e como eram grossas naquela minissaia preta. Ela tinha cara de brasileira, dedurando que em algum momento um antepassado dela cruzou com alguém que tenha nascido na Mama África. Peitinhos pequenos, mas notáveis.
Ela é uma Pitty escarrada. Uma brasileira roqueira e não o oposto.
Ontem também passou por mim uma típica jovem que nitidamente é da família das cariocas, fazendo parte da Zona Sul, mas não do subgrupo de Ipanema, Leblon ou Barra da Tijuca (essas mulheres não valem a marra que possuem). Essa carioca que passou por mim era mais no estilo Botafogo-Laranjeiras-Santa Teresa.
Pele queimada de sol, apesar de uma semana não muito animadora. Camisa branca solta deixando aparecer um fio preto do sutiã e um ombro. Calça jeans apertada mostrando o contorno do celular, do isqueiro e do que parecia ser só a identidade com algumas notas. Chinelo de dedo branco daquela famosa marca. Cabelo comprido preto e amarrado num coque por conta do calor. Um colar que dava voltas no pescoço - podia se dizer que tem as cores de seu orixá. Um cigarro e um maço de cigarro filtro branco na mão esquerda, um copo de vidro pela metade com cerveja na mão direita e algumas amigas, elas deviam ir dali para alguma noitada de música brasileira. Ela faz o melhor estilo carioca zona sul. Ela passa distante das patricinhas do eixo do mal que é Barra-Leblon-Ipanema e demonstra mais alegria. Uma Clara Nunes em ascensão, com muito mais beleza. O corpo podia ser montado na academia, mas não era exagerado e dava a impressão de ser natural.
Essa morena brasileira vale mais que qualquer loira pintada rica e “putona”. É a originalidade de ser si mesma sem medo de ser igual a outra. O que é muito diferente do que querer ser alguém igual a tantas outras.
A carioca Zona Sul que passa longe do eixo do mal é a melhor. Não tem vergonha de beijar na boca, luta pelo que quer, ama sem medo. Aquela Ipanema de Vinícius de Moraes morreu há anos. A alma da “Garota de Ipanema” mora em um conjugado perto do metrô e samba pra espantar os males da vida.
Infelizmente, os bares do final da Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo, só atraem esse tipo de mulher, limitando esse meu estudo sociológico. Apesar de maravilhosas e encantadoras, são poucas que ainda não foram contaminadas pela moda do eixo do mal.
Estou pensando em fazer um incursão em Ipanema para falar mal daquelas que foram homenageadas injustamente pela música do Poetinha.
Inicialmente cabe esclarecer que o homem é um ser maldoso, mau caráter, incrédulo e metido a sabichão. Não espere que o homem vá olhar pra mulher e ver nela alguém com quem casar. JAMAIS! O homem, no primeiro olhar, sempre tentará buscar uma conotação sexual e elevá-la à décima oitava potência, como se ele tivesse visto num detalhe algo que é dominante. Homem não presta, não se esqueçam, mulheres. Eu sou diferente, pois sou a exceção á regra e sou o melhor homem do mundo.
A imagem pode não ser tudo, mas diz o bastante para nós, homens, concluirmos uma vida inteira sobre a pessoa. Eu afirmo, sem pudor, que ver uma mulher passar na rua é o suficiente para me mostrar tudo o que ela passou na vida, como ela vive e como ela viverá. Eu sou muito bom nisso.
Ontem mesmo passou por mim uma típica roqueira brasileira. Algo como a Pitty. Muitos ortodoxos dirão que Rita Lee é a verdadeira roqueira brasileira, outros mais poéticos vão tentar me convencer que a Elis Regina tinha uma atitude roque, alguns citarão Wanderléia, Carmem Miranda, Cazuza (tava mais pra lá do que pra cá), mas a verdade é que a Pitty é a roqueira brasileira.
Pitty surpreende, ela parecia ser uma merda, porém, aquela música dela que diz “Que você me adora / Que me acha foda” é de extrema qualidade sobre a qual futuramente posso discorrer. A roqueira brasileira, ao primeiro ver é uma mocréia e uma cabeça-oca, mas, num segundo olhar, pode se achar muita beleza e alguém ávida a crescer e aprender. A roqueira brasileira surpreende.
A que passou por mim ontem não era menos.
Toda roqueira pinta o cabelo, de longe, aquela cabeça vermelha, quase um laranja dedurava que aquela mocréia estava indo pegar o ônibus pra ir pro Garage (casa muito trash de shows de punk e metal) ou que voltava da casa do namorado deu preferência por ficar tocando guitarra e cantando bem desafinado.
Chegando mais perto dava pra ver o clichê das parte de metal da roupa, como se fosse uma punk de boutique ou vendedora de loja de roupas alternativas. Nada mais idiota que usar aquelas pulseiras que não espetam, anéis com caveiras, colares demoníacos e a camisa do Linkin Park. E lá vinha ela em minha direção, mais uma roqueirinha que acha que Beatles é música pop, pois não tem peso.
Mais próxima de mim eu já reparei que ela era branca demais. Outro clichê do roqueiro brasileiro, ode ao sol como se esse fosse lhe arrancar a alma rock ‘n roll que o CPM 22 lhe deu.
Usava bota preta quase até o joelho, de aspecto futurista e cheio de gueri-gueris, com uma sola pra dar alguns centímetros a mais naquela pequena.
O problema foi quando ela ficou uns 20 metros de mim (sim, eu estava sem óculos). É nesse momento que eu digo: a roqueira brasileira surpreende. Sim, ela tinha o cabelo vermelho alaranjado, ou seja lá qual for a cor daquilo. Sim, ela tinha a pele branca, mas como um suspiro bem doce. Sim, ela tinha todos os utensílios desnecessários de metal que o Supla usaria. Sim, ela usava bota. Porém, existia muito mais.
Como uma boa brasileira, aquela rapariga tinha quadris, natureza de um povo que dança, DNA brasileiro. Ela tinha coxas grossas, e como eram grossas naquela minissaia preta. Ela tinha cara de brasileira, dedurando que em algum momento um antepassado dela cruzou com alguém que tenha nascido na Mama África. Peitinhos pequenos, mas notáveis.
Ela é uma Pitty escarrada. Uma brasileira roqueira e não o oposto.
Ontem também passou por mim uma típica jovem que nitidamente é da família das cariocas, fazendo parte da Zona Sul, mas não do subgrupo de Ipanema, Leblon ou Barra da Tijuca (essas mulheres não valem a marra que possuem). Essa carioca que passou por mim era mais no estilo Botafogo-Laranjeiras-Santa Teresa.
Pele queimada de sol, apesar de uma semana não muito animadora. Camisa branca solta deixando aparecer um fio preto do sutiã e um ombro. Calça jeans apertada mostrando o contorno do celular, do isqueiro e do que parecia ser só a identidade com algumas notas. Chinelo de dedo branco daquela famosa marca. Cabelo comprido preto e amarrado num coque por conta do calor. Um colar que dava voltas no pescoço - podia se dizer que tem as cores de seu orixá. Um cigarro e um maço de cigarro filtro branco na mão esquerda, um copo de vidro pela metade com cerveja na mão direita e algumas amigas, elas deviam ir dali para alguma noitada de música brasileira. Ela faz o melhor estilo carioca zona sul. Ela passa distante das patricinhas do eixo do mal que é Barra-Leblon-Ipanema e demonstra mais alegria. Uma Clara Nunes em ascensão, com muito mais beleza. O corpo podia ser montado na academia, mas não era exagerado e dava a impressão de ser natural.
Essa morena brasileira vale mais que qualquer loira pintada rica e “putona”. É a originalidade de ser si mesma sem medo de ser igual a outra. O que é muito diferente do que querer ser alguém igual a tantas outras.
A carioca Zona Sul que passa longe do eixo do mal é a melhor. Não tem vergonha de beijar na boca, luta pelo que quer, ama sem medo. Aquela Ipanema de Vinícius de Moraes morreu há anos. A alma da “Garota de Ipanema” mora em um conjugado perto do metrô e samba pra espantar os males da vida.
Infelizmente, os bares do final da Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo, só atraem esse tipo de mulher, limitando esse meu estudo sociológico. Apesar de maravilhosas e encantadoras, são poucas que ainda não foram contaminadas pela moda do eixo do mal.
Estou pensando em fazer um incursão em Ipanema para falar mal daquelas que foram homenageadas injustamente pela música do Poetinha.
OBS: Eu comecei falando uma coisa e terminei em outra. Depois me explico.

